Pesquisadores fizeram uma descoberta geológica surpreendente: a placa tectônica do Pacífico pode estar começando a rachar!

Pesquisadores da Universidade de Toronto, liderados por Erkan Gün, realizaram uma descoberta impressionante: a placa tectônica do Pacífico pode estar passando por mudanças dramáticas.

Eles identificaram várias falhas na região, sugerindo que a causa aconteceu pelo movimento de deriva para o oeste e pelo afundamento da placa em direção ao manto terrestre.

No entanto, a validação dessa descoberta ainda requer mais pesquisas. Se existir a confirmação, essa descoberta tem o potencial de redefinir fundamentalmente nossa compreensão sobre o funcionamento das placas tectônicas na Terra.

Como as placas tectônicas funcionam

Para muitos de nós, a sensação é de que a terra sob nossos pés permanece estável, mas na verdade, está constantemente passando por mudanças, embora de forma lenta e gradual.

A crosta terrestre pode ser comparada a um quebra-cabeça, composto por diversas placas tectônicas que se movem sobre o manto da Terra, uma camada líquida extremamente quente situada abaixo da crosta.

Essas placas tectônicas, responsáveis pela estruturação da superfície terrestre, dividem-se em dois tipos principais: as placas oceânicas, que estão submersas sob os oceanos, e as placas continentais, que formam os continentes e áreas de terra firme.

Até então, a compreensão predominante na ciência era de que as placas oceânicas alteravam sua forma principalmente nas zonas de subducção, onde mergulham sob outras placas, nas fronteiras entre elas.

No entanto, o novo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Toronto desafia essa concepção estabelecida. Ele sugere uma dinâmica diferente no movimento das placas oceânicas, com implicações significativas para nossa compreensão da geologia terrestre.

Estudo com a placa tectônica do Pacífico

O estudo, que saiu no Geophysical Research Letters, identificou danos na Placa do Pacífico, sugerindo a presença de falhas geológicas. Entre os danos observados estão rachaduras com milhares de metros de profundidade e centenas de quilômetros de extensão.

A peculiaridade desses danos reside no fato de que eles são mais comumente associados ao interior das placas continentais e não às suas bordas tectônicas, como é o caso aqui.

Erkan Gün e seus colegas destacam que a descoberta de que as placas submersas são menos rígidas do que se pensava previamente contribui para um refinamento do entendimento das dinâmicas tectônicas terrestres.

Para alcançar esse resultado, os cientistas empregaram modelos computacionais avançados combinados com dados coletados anteriormente de quatro platôs localizados na parte oeste do Oceano Pacífico, abrangendo áreas que vão desde o Japão até o Havaí e da Nova Zelândia até a Austrália.

Em uma analogia simples para facilitar o entendimento, os geologistas compararam a região a uma toalha puxada de uma mesa.

Dessa forma, sugere que, à medida que a placa tectônica do Pacífico se estica, áreas mais frágeis correm maior risco de desenvolver rachaduras. Nesta comparação, os platôs com as falhas identificadas seriam os pontos de fragilidade.

Além disso, os pesquisadores sugerem que essas falhas também podem estar relacionadas às atividades sísmicas e vulcânicas nessas regiões.

Perigos

As movimentações e rachaduras da placa tectônica do Pacífico trazem alguns perigos para a Terra, embora sejam uma dinâmica natural de muitos anos.

Isso porque um movimento mais forte entre as fronteiras acaba gerando atrito, e, consequentemente, terremotos. Com possíveis divisões, o local registra ainda mais atividade sísmica.

Quando as placas se movem, especialmente quando ocorre um deslizamento repentino ao longo de uma falha, pode gerar terremotos de grande magnitude, resultando em danos significativos a estruturas, perda de vidas e desencadeando tsunamis em áreas costeiras.

Além disso, os terremotos submarinos são causados pelo movimento mais intenso das placas tectônicas. Eles geram tsunamis e ondas gigantes que se propagam à grande velocidade e podem causar devastação quando atingem áreas costeiras.

E essas placas também são responsáveis pelos vulcões ativos e inativos ao redor do Pacífico. O movimento pode desencadear novas atividades, gerando erupções que soltam cinzas, lava e gases tóxicos.

As alterações geográficas propostas pela falha na placa tectônica do Pacífico marcam um capítulo de atenção para os geólogos e estudiosos, visto que a falha pode impactar, e muito, os continentes, sua biodiversidade e formação.

Agora, os cientistas acompanham para conferir se não existirá um movimento em cadeia, que gera desastres naturais em série, criando um efeito cascata de destruição.

Com sorte, a placa tectônica do Pacífico permanecerá com movimentos mais suaves, sem gerar perturbações que fujam do oceano e tenham impacto negativo no solo.

Fonte: Olhar Digital