Neste dia 31 de março, o Brasil comemora o Dia Nacional da Saúde e da Nutrição, uma data que reforça a importância dos hábitos alimentares na prevenção de doenças.
Entre as principais preocupações está a saúde cardiovascular, que depende diretamente das escolhas feitas à mesa.
De acordo com o cardiologista e autor do livro “Revolução Alimentar”, Dr. Rafael Marchetti, manter uma dieta equilibrada pode reduzir significativamente os riscos de problemas como hipertensão, infarto e AVC.
“A alimentação é um dos pilares da saúde do coração, mas ela deve estar aliada a outros hábitos saudáveis para garantir um efeito protetor de longo prazo com mais eficácia”, explica o especialista.
Os melhores alimentos para o coração
Certos alimentos são verdadeiros aliados do sistema cardiovascular, ajudando a reduzir inflamações, equilibrar os níveis de colesterol e manter a pressão arterial sob controle. Confira cinco opções:
– Peixes ricos em ômega-3 (salmão, sardinha, atum) – Auxiliam na redução dos níveis de triglicerídeos e previnem arritmias;
– Azeite de oliva extravirgem – Rico em antioxidantes e gorduras saudáveis, contribui para a proteção dos vasos sanguíneos;
– Aveia – Fonte de fibras solúveis, ajuda a reduzir o colesterol ruim (LDL);
– Oleaginosas (castanhas, nozes e amêndoas) – Contêm gorduras boas que favorecem a saúde do coração;
– Frutas vermelhas (morango, amora, mirtilo) – Possuem compostos antioxidantes que reduzem a inflamação e fortalecem as artérias.
O que evitar para proteger o coração
Se alguns alimentos são aliados da saúde, outros são um risco à boa circulação sanguínea, o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, ricos em sódio, gorduras trans e açúcares, está diretamente ligado ao aumento da pressão arterial e ao acúmulo de placas nas artérias.
“O excesso de sal e gorduras ruins pode levar a um quadro de hipertensão e aumentar o risco de infarto. O ideal é evitar embutidos, fast food e bebidas açucaradas, substituindo-os por alimentos naturais e preferencialmente orgânicos”, orienta o Dr. Rafael.
A alimentação é o único fator?
Apesar da dieta ter um papel essencial, ela não age sozinha. O sedentarismo, o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e o estresse também afetam diretamente a saúde cardiovascular.
“Para um coração forte, é preciso um conjunto de fatores: alimentação equilibrada, prática regular de exercícios, controle do estresse e acompanhamento médico”, conclui o Dr. Rafael Marchetti.