Embora o cinema brasileiro registre nas últimas duas décadas uma produção contínua de comédias, de longe o gênero mais rentável, esse filão que une humor, parceiros de temperamentos opostos e investigação de crimes praticamente inexiste por aqui. Ao se arriscar nesse terreno, o recém-lançado “Uma Quase Dupla” se sai bem.

O êxito do filme dirigido por Marcus Baldini (“Bruna Surfistinha”) se deve, em grande parte, a Tatá Werneck. Ela interpreta Keyla, uma investigadora do Rio convocada para esclarecer um assassinato na sossegadíssima Joinlândia. Durona, é obrigada a trabalhar junto com o inexperiente policial Cláudio (Cauã Reymond), amigos de todos na pequena cidade e fã de Maria Gadú. Tatá se esbalda em piadas potencializadas por sua agilidade verbal. Também mostra desenvoltura em cenas de comédia física, brincando com os cacoetes dos filmes de ação de Hollywood.

Em “Uma Quase Dupla”, roteiro e fotografia estão a serviço dos atores. Ou seja, o filme depende principalmente deles, e só o talento de Tatá seria insuficiente para conduzir a produção. Mas é também admirável o desempenho de Cauã, atento ao tom necessário para dar equilíbrio à comédia. Seu humor é mais discreto, quase ingênuo, um contraponto eficiente ao histrionismo da atriz. Aliás, a afinidade entre eles fica evidente na tela, o que também é mérito da direção de Baldini.

Sinopse:

Quando uma série de assassinatos abala a bucólica rotina da cidade de Joinlândia, o calmo e pacato subdelegado Claudio (Cauã Reymond) recebe a ajuda da destemida e experiente investigadora Keyla (Tatá Werneck) nas investigações. No entanto, a diferença de ritmo e a falta de química dos dois só atrapalha a solução do misterioso caso.

Fonte: Uol / Fonte: Reprodução Internet

 

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