Imagem: Wagner Meneguzzi/Divulgação

Amarrar laços entendendo as várias facetas da história dos distritos que compõem o município de Bento Gonçalves é o mote do projeto “Laços Patrimoniais: Construindo um Inventário Colaborativo para Bento Gonçalves”. Até o dia 13 de novembro, a comunidade e visitantes podem conferir a exposição física no Museu do Imigrante, com entrada gratuita. O horário é de terça a sexta-feira, das 08h00 às 17h00, e sábados, das 08h às 12h e 13h às 17h. No formato online, pode ser conferida no link “Laços Patrimoniais”.

“Laços Patrimoniais” configura-se em um projeto de educação patrimonial, selecionado no Edital SEDAC nº 01/2019 “FAC Educação Patrimonial”, O roteiro para a coleta das novas informações sobre o inventário foi dividido por eixos que abrangeu localidades como os bairros São Roque, Cidade Alta, Centro, Addolorata, São Valentim, Passo das Antas, comunidades de São Luiz e Jabuticaba, Faria Lemos, Morro da Eulália, Vale dos Vinhedos e São Pedro.

As exposições, tanto física quanto virtual, apresentam partes do percurso de pesquisa e os principais resultados do projeto. Os visitantes vão encontrar fotografias, textos, dicas de uso dos materiais do projeto dentro da sala de aula e referenciais museológicos que remetem à diversidade patrimonial, principal conceito do projeto. Já na exposição online, os visitantes encontrarão a organização do projeto, ações desenvolvidas e uma galeria, intitulada “mapeamento”, que foi dividida por padrões visuais que contribuíram para atualização do inventário municipal.

De acordo com a professora e arquiteta Margit Arnold, uma das organizadoras do projeto, o objetivo principal do conteúdo técnico-histórico levantado na pesquisa é preservar, através de narrativas atualizadas, algumas especificidades dos distritos de Bento Gonçaves. “Laços patrimoniais remetem aos vínculos que estão ligados ao passado tão presentes no cotidiano. Representando estas conexões de forma concreta construiu-se um inventário colaborativo que sintetiza os dados captados. Este levantamento foi abrilhantado com a colaboração de moradores locais que prestaram seus depoimentos aos pesquisadores”, explicou. Margit disse ainda que este material servirá de aporte teórico para a educação patrimonial no Ensino Fundamental e no Ensino Médio. “Os estudantes da região (e outros que também se interessarem) poderão conhecer melhor o contexto histórico local e suas representações. Estão disponíveis de forma virtual os inventários das edificações, dos sítios históricos, os roteiros turísticos implantados e sugeridos e, em especial, a paisagem natural de montanhas, parreirais, matas e rios”, complementou.

A equipe principal do projeto é composta por servidoras da Prefeitura Municipal de Bento Gonçalves: Secretaria de Cultura – Museu do Imigrante, Secretaria Municipal de Educação, representantes do curso de Arquitetura da Universidade de Caxias do Sul, um fotógrafo e um historiador, bem como parcerias com o Conselho Municipal de Políticas Culturais, Conselho Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural e Conselho Municipal dos Povos Tradicionais de Matriz Africana.

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