A Netflix nunca esteve tão perto de conseguir uma indicação ao Oscar de Melhor Filme — e, quem sabe, de uma vitória na cobiçada premiação — e tudo por causa de Roma, a mais nova obra-prima de Alfonso Cuarón (Gravidade). Prova disso é a aclamação universal recebida pelo intimista drama autobiográfico, que conquistou plateias e críticos mundo afora, incluindo os membros da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine), que indicou Roma como o melhor filme estrangeiro de 2018.

Acumulando títulos, honrarias e troféus ao redor do planeta, Roma é baseado nas memórias de infância de Cuarón, vistas pela perspectiva da babá e empregada de uma família de classe média, Cléo (Yalitza Aparicio), uma mulher de origem indígena. O âmbito dos trabalhadores marginalizados, aliás, também é o cenário de Arábia, selecionado pela Abraccine como o melhor filme brasileiro do ano passado. Dirigido por Affonso Uchoa e João Dumans, o potente longa segue os passos de Cristiano (Aristides de Sousa) em uma jornada pelas margens da sociedade brasileira.

Na categoria de melhor curta-metragem nacional — que já trouxe realizadores hoje consagrados nos longas nacionais, como André Novais Oliveira (Temporada) e Juliana Rojas (As Boas Maneiras) —, Guaxuma, da montadora e diretora Nara Normande, foi o grande vencedor. A narrativa relembra as memórias da cineasta através de uma técnica de animação singular, ilustrando a trama na areia da praia que serve de ambiente para o filme.

Fonte: Terra / Foto: divulgação / internet

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