Os rins são dois órgãos localizados em ambos os lados da coluna vertebral, atrás das últimas costelas, e medem aproximadamente 12 centímetros. Pesam cerca de 150 gramas cada.

São três as principais funções dos rins:
– eliminar as toxinas ou dejetos resultantes do metabolismo corporal: uréia, creatinina, ácido úrico, etc;
– manter um constante equilíbrio hídrico do organismo, eliminando o excesso de água, sais e eletrólitos, evitando, assim, o aparecimento de edemas (inchaços) e aumento da pressão arterial;
– atuar como órgãos produtores de hormônios: eritropoetina, que participa na formação de glóbulos vermelhos; a vitamina D, que ajuda a absorver o cálcio para fortalecer os ossos; e a renina, que intervém na regulação de pressão arterial.

A doença renal pode ser silenciosa, mas há casos em que o indivíduo sente alguns sintomas. Os sinais e sintomas mais conhecidos são: hipertensão arterial, urina com sangue, urina com espuma (presença de proteínas na urina), edemas, eliminação de urina muito clara (como água), anemia (palidez, cansaço, dor no peito e sonolência).

Quando a enfermidade está muito avançada, pode haver perda do apetite, náuseas, vômitos, cãibras, prurido (coceira), perda de memória, falta de concentração, tremores, insônia ou sonolência.

Procurar um nefrologista é indispensável nesses casos.

Atualmente, estima-se que 10% da população tenha algum grau de doença renal. O número chega a dobrar em pessoas entre 65 e 75 anos. Para avaliar a função desse órgão tão importante é necessário fazer alguns exames de sangue, e o exame de urina.

No Brasil, a inflamação crônica dos rins – ou nefrite – ainda é a principal causa de insuficiência renal, seguida do diabetes e da hipertensão arterial (pressão alta). Cálculos renais (pedras nos rins), infecções urinárias de repetição e doenças menos frequentes, como a doença policística dos rins, também podem gerar a insuficiência. Ao contrário do que se pensa, muitas dessas doenças podem se manifestar já na infância.

Quando os rins já não funcionam adequadamente é preciso fazer a diálise. Se o paciente não conseguir um transplante renal, possivelmente ele terá que fazer tratamento para o resto da vida. Hemodiálise ou diálise peritoneal são tratamentos que, a cada ano, mais de 20 mil brasileiros precisam realizar.

Medidas simples é possível cuidar bem dos rins:
– Diminua o consumo de sal nos alimentos. O máximo permitido é de cinco a seis gramas por dia.
– Beba bastante água,
– Mantenha uma alimentação saudável
– Pratique exercícios físicos com regularidade.
– Não fume e mantenha um peso adequado.
– Meça a sua pressão arterial.
– Cuidado na hora de utilizar algum medicamento. Remédios só com a indicação do médico.

Fonte: Pro-renal.org.br /  Foto: Reprodução Internet

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