A mostra virtual “Visualidades: Raízes de Bento Gonçalves”, criada com o intuito de homenagear o 20 de Setembro dos anos de 1835 e 1870, e o 11 de outubro de 1890, aniversário da cidade de Bento Gonçalves, foi aberta pelo Museu do Imigrante e está disponível no YouTube da instituição. A exposição foi desenvolvida pelo Circolo Trentino di Bento Gonçalves.

As duas datas citadas acima são os pontos de partida da construção histórica. Em 20/09/1835 é a data da tomada de Porto Alegre comandada por Bento Gonçalves e revolucionários, iniciando assim a Revolução Farroupilha. Em 20/09/1870 ocorreu a tomada de Roma pelas tropas do Rei da Itália. Nessa data se considera a Unificação da Itália quando as tropas do general Cadorna explodem a Porta Pia e entram na cidade. Importante ressaltar o papel de Garibaldi em todo o processo de conquista e unificação da Itália, que formou o exército sob as ordens do rei Vítor Emanuel II da Casa de Saboia.

A exposição segue até o final de novembro em diversas cidades do norte da Itália e servirá posteriormente para uso didático também em Verona e Pádua. No início de outubro, a mostra foi exibida junto a Campana dei Caduti, e está percorrendo as 8 cidades do gemellaggio, sob a tutela do presidente da Comunità della Vallagarina, Stefano Bisoffi e da Trentini nel Mondo. As cidades participantes do gemellaggio são: Villa Lagarina, Rovereto, Terragnolo, Nogaredo, Trambileno, Isera, Mori e Brentonico.

Somam-se as exibições no Trento, também a participação de Giorgia Miazzo e Catia dal Molin que além de utilizarem nas palestras e eventos culturais que realizam, estarão buscando pontos culturais, museus e demais cidades do vêneto cujos imigrantes vieram para nossa região. Um dos idealizadores da exposição, Sandro Giordani, ressalta que “compartilhar a riqueza de nosso patrimônio cultural e estar junto ao público motivou para que esta exposição fosse um marco nas iniciativas do gemellaggio e que buscam a aproximação do Museu do Imigrante junto as instituições museológicas da região norte da Itália”.

A museóloga do Museu do Imigrante, Deise Formolo, coloca que “a história é um processo contínuo de diálogos e a exposição apresenta esse processo de intercâmbio de perspectivas e de fatos essenciais para a formação dos dois mundos”.

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