No cemitério de Marburg, na Alemanha, em um dia frio de inverno, uma mulher está em frente a uma lápide, acompanhada apenas por uma sombra que a persegue há muitos anos. Ela decidiu viajar até o país unicamente para visitar esse túmulo: é lá onde estão os restos do homem que sempre foi um mistério: o próprio pai, Jonas. A mulher é Susana Schunk, protagonista do novo romance histórico de Paulo Stucchi, escritor finalista do Prêmio Jabuti.

A personagem de Um de nós foi feliz é inspirada em Tania Girke Volkart, gaúcha de Três Coroas no Rio Grande do Sul. Ela presenciou o relacionamento abusivo dos pais e cresceu com o sentimento de rejeição e culpa. Entre o passado da família na Alemanha nazista e o presente no Rio Grande do Sul, a obra publicada pela Maquinaria Editorial repercute as dores provocadas pela ideologia durante o período de ascensão e também nos dias atuais.

Antes de ser o pai de Susana e causar os traumas que seguiram a personagem durante toda a vida, o jovem Jonas enfrentou as primeiras consequências e contradições da vida adulta na cidade de Neumarkt. Ao mesmo tempo, ele descobriu o amor nos olhos intensos da colega de tranças duplas. O problema é que o temperamento explosivo e os erros de adolescente aconteceram em meio à ascensão do Partido Nazista.

Prefaciado por Marcos Piangers e Claufe Rodrigues, o livro consagra o estilo narrativo histórico iniciado pelo autor em O triste amor de Augusto Ramonet, que se passa no Chile de Salvador Allende, durante o golpe de Estado de Pinochet. Na sequência, Paulo escreveu o romance Menina – Mitacuña, que tem como pano de fundo a Guerra do Paraguai. Até então, o grande destaque foi a indicação de A Filha do Reich ao Jabuti, mas Um de nós foi feliz é uma evolução de seu jeito único de contar histórias baseadas em fatos.

Ficha Técnica
Título: Um de nós foi feliz
Autor: Paulo Stucchi
ISBN: 978-6588370353
Páginas: 352
Formato: 23 x 15 cm
Valor: R$ 49,90
Link de venda: Amazon

Sinopse do livro: No cemitério de Marburg, em um dia frio de inverno, uma mulher está em frente a uma lápide, acompanhada apenas por uma desconhecida e por uma sombra que a persegue há muitos anos. Ela decidiu viajar até a Alemanha unicamente para visitar esse túmulo, que guarda os restos do homem que sempre lhe fora um mistério: seu pai. Essas três figuras – a desconhecida, a sombra e o pai – são as respostas para um ciclo de infelicidade. Já em Neumarket, um menino está enfrentando as dificuldades comuns da adolescência antes de se tornar um homem. De personalidade intempestiva, ele tem ideias bem diversas do pai e do irmão sobre o futuro e pretende colocá-las em ação. Ao mesmo tempo, está descobrindo o amor com uma colega de tranças duplas e olhos intensos. Mas, ao fundo, o nazismo ergue-se silencioso e cruel, ameaçando não apenas sua paixão juvenil e sua liberdade, mas toda a Alemanha.

Paulo Stucchi

Sobre o autor: Paulo Stucchi é jornalista, psicanalista e escritor. Aos 16 anos, escreveu seu primeiro romance, O porta retrato, que conta a história de um adolescente que tirou a própria vida e, morto, procurava uma explicação para o seu ato. Em 2008 venceu a timidez e publicou O Natal sem mamãe, que fora escrito originalmente em 2003 para uma peça de teatro. Em 2010, Paulo publicou um enredo policial chamado A fonte. Dois anos depois, apresentou a obra O triste amor de Augusto Ramonet, o primeiro romance de fundo histórico e distribuição profissional. Em 2013, publicou Menina, romance que se passa na Guerra do Paraguai (1864-1870). O livro foi traduzido para espanhol e ganhou destaque na imprensa paraguaia, estando esgotado no país. É também autor de No fundo do rio e A filha do Reich, finalista do Prêmio Jabuti em 2020.

Site do autor: http://www.paulostucchi.com.br
Redes sociais:
https://www.facebook.com/escritorpaulostucchi/
https://www.instagram.com/paulostucchi/

O Prêmio Jabuti é o mais tradicional prêmio literário do Brasil, concedido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). Criado em 1959, foi idealizado por Edgard Cavalheiro quando presidia a CBL, com o interesse de premiar autores, editores, ilustradores, gráficos e livreiros que mais se destacassem a cada ano. Em 1959, constavam apenas sete categorias: Literatura, Capa, Ilustração, Editor do Ano, Gráfico do Ano, Livreiro do Ano e Personalidade Literária. Mais tarde, o prêmio incorporou outras categorias que envolvem a criação e a produção de um livro, tais como: Adaptação, Projeto Gráfico e Tradução; além das categorias tradicionais como Romance, Contos e Crônicas, Poesia, Infantil, Juvenil, Reportagem e Biografia. Em 1991, criou-se a categoria Livro do Ano de Ficção, e em 1993, foi a vez do Livro do Ano de Não Ficção. A partir de 2017, o Prêmio Jabuti passou a contemplar duas novas categorias: Histórias em Quadrinhos e Livro Brasileiro Publicado no Exterior. Em 2018, o Prêmio Jabuti passou por uma alteração em seu formato, com as então 29 categorias sendo reduzidas para 18, distribuídas em quatro eixos. Além disso, também alterou a categoria “Livro do Ano” (que até então premiava dois livros, um de ficção e um de não ficção), passando a premiar apenas um livro, independente do gênero. O Livro do Ano será atribuído a uma única obra, seja de Ficção ou Não Ficção. O autor receberá um troféu Jabuti especial e o valor bruto de R$ 100.000,00 (cem mil reais). A editora da obra receberá uma estatueta especial (2019).

Fonte: LC Agência de Conteudo / Foto: Divulgação

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here