Foto/Cassiane Frozi Fotografia

O mundo da moda sempre esteve presente na vida da porto-alegrense Maria Grazziotin, que por muito tempo participou de concursos de moda além de realizar vários editoriais. Formada em jornalismo, decidiu juntar a paixão pela moda com a profissão abordando vários assuntos como beleza, maquiagem de uma forma simples e objetiva.

Maria veio com a família para Farroupilha, e lembra que a moda entrou em sua vida ainda na adolescência onde começou a participar de concursos de beleza que ocorriam na cidade. Segundo ela, foram mais de 10 concursos em que esteve presente.

“Quando resolvemos participar de concursos de beleza, a moda começa a fazer parte da nossa rotina. Porque a gente comunica muito com o que estamos vestindo. Eu tinha que sempre ter esse cuidado em quais looks usaria, o que me fez olhar a moda de outra maneira”.

A partir desse momento, Maria se interessou ainda mais pela moda, cogitando a prestar vestibular para a área, mas no fim ela decidiu pelo jornalismo.

“Eu percebi que gostava muito de falar e criar combinações, mas que não tinha muita afinidade com o desenho, encontrando na comunicação uma brecha onde poderia trabalhar o assunto de outra forma: aliando a moda ao jornalismo.”

Em 2010, Maria foi princesa da Fenakiwi de Farroupilha, o evento reúne mais de 120 expositores de diferentes segmentos, sendo reconhecido por toda Serra Gaúcha. Para ela, a participação nos concursos foi muito importante para o seu amadurecimento profissional.

“Ao contrário do que muita gente pensa, o concurso de beleza vai muito além da estética. Porque tu é avaliada de várias maneiras como o comportamento, a tua cultura, a tua sociabilidade.. Enfim, somos julgadas em tudo o que fazemos. Mas foram experiências incríveis que agregaram muito na minha vida profissional.”

Ela lembra que seus pais a incentivaram para participar dos concursos, já que antes ela era muito tímida, e as participações a ajudaram a melhorar a forma de se comunicar e se portar em público.

“Na época da Fenakiwi a gente viajava muito e conhecia vários veículos de comunicação, como era o funcionamento por trás das câmeras, isso me despertou ainda mais o gosto pelo jornalismo. Ali entendi que poderia trabalhar as duas coisas que mais amo, a moda e o jornalismo.”

Maria contou que após entrar na faculdade procurou experimentar todos os campos da comunicação desde assessoria até a televisão, para ver com qual veículo gostaria de trabalhar. Mas no meio de tudo isso alguns conhecidos começaram a entrar em contato com ela pedindo auxílio para melhorar a comunicação da sua empresa nas redes sociais.

“Eu ainda não tinha claro na minha cabeça para onde queria seguir, queria trabalhar com a moda, mas ainda não sabia a forma como começar. Quando meus amigos começaram a pedir ajuda com as redes sociais, nem tinha me dado conta que ali já estava surgindo uma forma de negócio.”

Em 2016, Maria resolveu alugar uma sala comercial e convidar duas amigas também jornalistas para dar início a outro sonho: empreender. Nesse mesmo ano surgiu a Twiggy, uma agência que além de trabalhar com a gestão das redes sociais, trabalha a comunicação como um todo.

“Nunca passou pela minha cabeça ter meu próprio negócio, foi algo muito natural. Posso dizer que a Twiggy é a realização de um sonho, já que não me vejo trabalhando com outra coisa que não seja comunicação. Está na minha veia, venho de uma família de músicos, não teria como fazer algo diferente.”

Em dezembro, a Twiggy completa seis anos de atuação no mercado e o sentimento de gratidão está presente na vida da jornalista.

“Quando paro e olho para tudo o que conquistei passa um filme na minha cabeça. Vejo o quanto aquela Maria dos concursos amadureceu, cresceu como pessoa e profissional, tudo o que vivi me acrescentou e fez toda a diferença hoje em dia.”

Maria não imaginava empreender, mas hoje se sente realizada e em uma fase de constante aprendizado, porque além de gerenciar a Twiggy ela também faz trabalhos paralelos como editoriais para malharias e lojas de roupas.

“Quando a gente resolve empreender não fazemos apenas o que estudamos, o que gostamos de fazer. Precisamos a aprender um monte de coisa a gerenciar o negócio estar presente em tudo que for feito, é um desafio muito grande e com a chegada da pandemia foi ainda maior manter o negócio em pé.”

Maria ressalta que não existe receita de bolo para fazer um negócio dar certo, é preciso testar e estar disposto a aprender todos os dias já que o mercado muda a todo tempo.

“Seja sempre honesto consigo mesmo, com seus colaboradores e com os clientes. Procure sempre evoluir e não deixe de conhecer cada um dos setores da sua empresa. O empreendedor não precisa fazer tudo, mas precisa conhecer tudo o que é feito.”

Maria troca alianças com Gabriel Furlin em janeiro de 2021, em uma cerimônia familiar no interior de Farroupilha.

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