Foto: Freepik
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No Viva com Saúde de hoje vamos falar sobre saúde mental.

Um novo estudo publicado na revista International Journal of Health Science, propõe uma reinterpretação fascinante da inteligência humana: parte dela pode operar fora da consciência, influenciando silenciosamente nossas emoções, decisões e até a personalidade.

A pesquisa defende que a inteligência resulta da orquestração de múltiplas redes cerebrais, e não apenas das regiões tradicionalmente associadas ao pensamento lógico. O estudo aponta que grande parte da atividade cerebral responsável por interpretar o comportamento social, ler intenções e julgar autenticidade ocorre de forma implícita, em áreas como a amígdala, o hipocampo, o córtex cingulado anterior, a ínsula anterior e o córtex pré-frontal medial. Essas estruturas compõem o que os cientistas chamam de “cérebro social”.

De acordo com o artigo, essas redes trabalham em paralelo à consciência, processando emoções e memórias de maneira automática. Parte dessas informações nunca chega ao nível consciente, mas ainda assim molda profundamente a forma como cada indivíduo reage, sente e se relaciona.

Existe uma inteligência que opera em segundo plano, responsável por nos guiar em situações sociais, tomar decisões rápidas e formar nossa intuição. É uma espécie de sabedoria implícita que se manifesta antes do pensamento racional.

O grupo de especialistas defende que a inteligência não se limita à consciência, mas abrange processos distribuídos que funcionam como sistemas paralelos de análise e resposta. Quando há integração entre essas redes, por meio da conectividade sináptica, a experiência consciente é enriquecida; quando não há, essas informações permanecem em níveis implícitos, influenciando o comportamento sem que o indivíduo perceba.

Podemos considerar que existe uma inteligência emocional e subjetiva armazenada em regiões como a amígdala e o hipocampo. Essas memórias emocionais moldam quem somos e como reagimos, mesmo sem que tenhamos plena consciência disso.